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Paulo, o discípulo da conversão

Revista ASSEAMA

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Edição 02

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História dos Discípulos

Paulo foi um discípulo que não conviveu com o Cristo enquanto Ele estava encarnado. Seu verdadeiro nome era Saulo, nascido na cidade de Tarso. Jovem fariseu, acreditava que sua missão era combater o Cristianismo pois achava que os judeus que se converteram eram traidores do Judaísmo.

Com esse pensamento, deu início a grandes perseguições aos cristãos, levando muitos a prisão e outros à morte. Conseguiu autorização do sumo sacerdote para perseguir os cristãos que viviam em Damasco. Porém, ao chegar na estrada que dava acesso à cidade, um grande clarão se fez no céu e nesse momento Saulo percebeu que não conseguia mais enxergar. 

Foi então que escutou a voz do Cristo, perguntando por que O perseguia? Atordoado, indaga de quem era aquela voz. Então, o Mestre responde: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues”. Saulo, temente, responde ao Cristo: “Senhor , o que queres que eu faça? Jesus responde: “Levanta-te e entra na cidade. E lá te será dito o que te convém fazer”. 

Os homens que estavam com Saulo presenciaram a cena, sem conseguir entender nada. Jesus aparece em uma visão para um discípulo de nome Ananias e o orienta a visitar Saulo. Ananias, embora temendo conhecê-lo por sua fama de autorizar perseguições implacáveis, obedece as instruções do Mestre. Ao visitar Saulo, o encontra orando. Ananias impõe as mãos sobre ele e de seus olhos caem escamas, momento em que volta a enxergar. 

A partir desse instante, Saulo passa a ser um seguidor do Cristo. Assume o nome de Paulo para a sua missão evangélica, ainda em Damasco, e começa a evangelizar nas sinagogas em nome do Mestre. Com isso, passa a ser perseguido pelos judeus, que o consideram louco. 

Os discípulos do Cristo também tinham suas ressalvas a respeito desse novo discípulo que, num passado recente, fora um grande exterminador de cristãos. Mas Paulo segue firme em seu propósito de divulgar a vida
de Jesus. Assim, ele faz durante sua jornada na Terra. A conversão de Paulo nos mostra a fé que o Mestre tem em cada um de nós, pois escolheu Paulo, um homem contrário a ele, para ser um dos grandes divulgadores dos Seus ensinamentos. 

Quantas oportunidades o Cristo nos envia em nossa vida para que possamos trabalhar em Seu nome? Quantas vezes, por meio de nossas ações, o Cristo também não nos pergunta na estrada da nossa encarnação
por que O perseguimos quando fazemos essa perseguição em forma de descaso com nossos semelhantes? 

Quantas vezes nos vemos cegos para a vida do espírito e o Mestre retira dos nossos olhos as escamas que nos fazem enxergar apenas a vida da matéria? Hoje, não há mais perseguições aos seguidores do Cristo como aconteceu nos primeiros séculos. Mas temos que combater a nós mesmos para que tenhamos coragem de seguir Suas diretrizes.